Geral

06/09/2020 10:35

SETEMBRO AMARELO

Voluntários prestam apoio emocional por meio do Núcleo de Apoio à Vida

LAYRA OLSEN / JORNAL A GAZETA

Voluntários do Navisbs incentivam o debate responsável sobre suicídio

Layra Olsen - layra@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

O posto do Centro de Valorização da Vida (CVV) de São Bento do Sul foi desativado no final do ano passado, mas os voluntários continuam prestando atendimento e fornecendo apoio emocional como prevenção ao suicídio. Atualmente, esse trabalho ocorre apenas por meio do Núcleo de Apoio à Vida (Navisbs).

A entidade foi criada há alguns anos devido a necessidade de ter uma mantenedora para o funcionamento do CVV. Em 2019, os associados decidiram promover ações mais específicas para a população são-bentense, por isso optaram por se desprender do programa nacional, que atende pelo número 188. “Percebemos que estávamos muito envolvido com o país, atendendo as ligações, e precisávamos fazer algo a mais pela cidade, pela demanda local”, explica Marco Viliczinski.

Hoje, o Navisbs conta com aproximadamente 15 integrantes. Todos são treinados e capacitados para auxiliar à população. Com a pandemia da Covid-19, as ações ficaram restritas nos últimos meses, no entanto, novas ideias já começaram a florescer novamente, principalmente devido ao movimento Setembro Amarelo. Neste mês, em especial, a organização está inteiramente à disposição das industrias e dos comércios para a promoção de palestras e rodas de conversas.

Futuramente, os voluntários ainda pretendem desenvolver atividades dentro das instituições de ensino, públicas e privadas, além de atingir outros setores que o poder público não consegue chegar. Marco, inclusive, explica que a intenção não é criar algum tipo de competição, pelo contrário. “O nosso trabalho é um complemento do que é feito pelos profissionais da saúde e da assistência social”, ressalta.

Karen Lili Fechner, que também integra o Navisbs, lembra que muitas vezes, o paciente fica tão desnorteado que não sabe onde procurar ajuda ou se recusa a falar com um profissional para não ter o nome registrado na carteira do SUS por estar em depressão ou até, em situações mais graves, por tentativa de suicídio. “O voluntariado pode fazer toda a diferença. Os treinamentos pelos quais passamos na época do CVV nos ensinaram muito, especialmente a ouvir. Muitas vezes, a pessoa só quer descarregar um pouco, esvaziar “o copo” e seguir em frente”, comenta.

Atendimento
O Navisbs pode ser acionado pelo WhatsApp através do número 99258-1965. No momento, não estão ocorrendo plantões. A expectativa, contudo, é que a entidade se reestruture nos próximos meses para proporcionar uma assistência ainda mais incisiva. Já a sede permanece a mesma do CVV, isto é, numa sala em cima do Centro Cultural Dr. Genésio Tureck, cedida pela Prefeitura.

Quem está no outro lado da linha, não precisa se preocupar, pois a entidade preza pelo respeito, sigilo e anonimato. O atendimento é feito de forma cuidadosa e amável e, sobretudo, empática. “Assim, torna o trabalho mais efetivo para os voluntários e para quem está buscando ajuda”, garante Karen.
A demanda é espontânea e envolve todas as faixas etárias. Somente neste ano, por exemplo, cerca de 300 pessoas já entraram em contato o Navisbs.

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