Política

20/07/2021 14:49

LEGISLATIVO

Vereadores discutem trabalho LGBT em escola e rejeitam pedido de informação

DIVULGAÇÃO / JORNAL A GAZETA

Trabalho com temática LGBTQIA+ gerou polêmica e foi discutido na Câmara de Vereadores

Fabiano Kutach - fabiano@gazetasbs.com.br

Rio Negrinho

Os vereadores de Rio Negrinho discutiram na noite de segunda-feira (19) um pedido de informações direcionado à Secretaria Municipal de Educação sobre um polêmico projeto LGBTQIA+. O trabalho escolar ganhou destaque nacional ao ter uma foto compartilhada nas redes sociais. A sessão foi acompanhada por pastores, que inclusive se manifestaram contrários ao trabalho escolar. Ao final, o pedido foi rejeitado por cinco votos contrários, e três votos favoráveis.

O que falaram os vereadores

Durante a discussão do requerimento, o vereador Ineir Mittmann lembrou que o tema ocupou as redes sociais com bastante intensidade nos últimos dias. “Eu acredito que pela equipe que trabalha na escola que talvez tivesse boas intenções”, apontou o vereador, dizendo que não ia entrar no mérito do trabalho e que só se manifestaria após o recebimento das informações.

O vereador Cássio Alves (PSD) também se manifestou, e foi contrário a aprovação do pedido de informação. “Cada um tem sua opinião, mas não devemos xingar, bater. Temos que sabe conviver. Infelizmente tem ocorrido muito isso por pessoas que não entende o real papel da educação. Só de imaginar que algumas pessoas acham que não devemos tratar esse tema nas escolas, devem pensar que ainda estamos na era medieval”, destacou.

Alessandra Cristofolini (PSL) destacou a polêmica quanto ao trabalho escolar, e defendeu que todas as opiniões sejam respeitadas. “A escola tem órgãos próprios, como o Conselho Escolar, e ele é o órgão máximo dentro da escola. Cabe ao Conselho Escolar tomar uma atitude em relação a essa situação”, explicou.

A vereadora ainda criticou vereadores e pastores. “Em 23 anos como professora eu nunca vi um vereador ou um pastor entrar com um projeto para ajudar um aluno que está se automutilando dentro do banheiro da escola. Eu nunca vi entrarem com um projeto para auxiliar uma jovem que foi abusada pelo pai, pelo avô. Eu em 23 anos vivenciei tudo isso na escola, e muito mais”, afirmou.

Já a vereadora Roseli Zipperer do Amaral (PSDB) lembrou que também foi por anos professora. “E acredito que o professor fez esse trabalho com a melhor das intenções”, pontuou ela. Porém, ela disse que seria favorável ao pedido para que os fatos fossem elucidados.


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