Política

07/10/2019 08:35

INVESTIGAÇÃO

Veja detalhes do depoimento que fez o vereador César Godoy continuar preso

Arquivo / Jornal A Gazeta

Secretária prestou depoimento durante audiência no Fórum de São Bento

Marcello Miranda - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Os dois últimos dias de audiências de instrução e julgamento do caso envolvendo o vereador César Godoy e seu ex-assessor legislativo, Leonardo Rosá Flenik, foram marcados pelo depoimento da secretária do escritório de advocacia do parlamentar, Larissa Ferreira.

Ela denunciou intimidação sofrida por sócias de Godoy, as advogadas Anaéli Marinheski e Camila Cristina Sokacheski Fuck, a pressionando para que não comparecesse ao Fórum. Isso porque, Larissa contou, conforme também relatou à Polícia Civil, que em algumas oportunidades esteve na Prefeitura são-bentense para recolher pagamentos do ex-diretor de Comunicação, Ricardo Baum. Em uma das vezes disse ter contado que havia no envelope R$ 1,7 mil, dinheiro que acabou depositando na sequência em contas bancárias de terceiros a pedido de Godoy.

As sócias de Godoy alegaram que o depoimento de Larissa poderia comprometer ainda mais a situação do vereador que está preso desde o dia 21 de agosto. E, de fato, comprometeu, pois um novo inquérito policial foi instaurado e o parlamentar segue preso até o fim desta nova apuração. A secretária inclusive gravou uma das conversas e apresentou o áudio na delegacia. 

No áudio transcrito da conversa gravada com Aniéli, em um dos trechos a advogada diz o seguinte para a jovem: "só que eu acho que se você disser que sabia do esquema lá, estaria prejudicando muito o Dr César,[...] e outra, automaticamente você é conivente. Até agora você não sofre nenhuma investigação, mas qualquer autoridade pode fazer com que você venha sofrer. Por exemplo, se você contar que ia na Prefeitura pegar um envelope para depositar para uma pessoa de Florianópolis, na mesma hora essa pessoa de Florianópolis vai ser investigada".

A secretária ainda apresentou conversas de WhatsApp por meio da qual foram indicadas contas bancárias para depósito dos valores obtidos por meio da cobrança realizada na Prefeitura junto ao ex-diretor. Foi por conta deste novo fato que o promotor Djônata Winter pediu a manutenção da prisão do vereador, de outras pessoas passaram a ser ouvidas pela Polícia Civil. Mesmo com o fim das audiências, o parlamentar segue preso até, pelo menos, a conclusão deste novo inquérito gerado a partir do depoimento da secretária.

Veja mais detalhes sobre o caso no jornal impresso desse fim de semana (5 e 6).

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