Política

24/09/2019 10:09

CONTRIBUIÇÕES

Troca de mensagens revelam nomes e valores repassados a César Godoy

Reprodução

Fotos do celular de assessor foram anexadas ao processo

Elvis Lozeiko - elvis@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

A Gazeta prossegue com informações apresentadas na Delegacia de Polícia Civil sobre o "caso Godoy". Decisivos para o delegado Gustavo Siqueira Muniz, da Divisão de Investigação Criminal (DIC), pedir a prisão preventiva do vereador César Godoy (PSB), os depoimentos iniciaram em 8 de agosto, porém, o assessor afastado de Godoy, Leonardo Rosá Flenik, prestou depoimento após a prisão do vereador.

Ele disse que não é filiado, que chegou a preencher a ficha do DEM, embora não tenha ocorrido a formalização. Ele contou que Godoy lhe deu uma lista de nomes, disse que eram comissionados com os quais já havia conversado e que iriam entregar as "contribuições", que seriam para o DEM. Os comissionados seriam Leonardo, Thaíza Aleks, Giancarlo Grossl, Elaine Deunísio, Luis Claudio Ramalho (o "Dick"), Márcio do Prado Lima e Fábio Bernardes (chefe do Sine).

Com Ricardo Baum (diretor de Comunicação da Prefeitura) e Marlon Augustin (assessor jurídico da Empresa Municipal de Habitação), Leonardo disse que tratou apenas de filiações ao DEM, mas não sobre "contribuições". Godoy, conforme ele, citou Ricardo e Marlon como "exceções", mas não deu motivos. Leonardo contou que, em duas ocasiões não combinadas, encontrou Prado Lima na Prefeitura, embora tivesse combinado de se encontrarem no Detru.

Conforme o ex-assessor, por relatar ao vereador que estava em dificuldades financeiras em uma ocasião, Godoy lhe disse que poderia pagar (inclusive os atrasados) "mais adiante, quando recebesse o 13º salário". Leonardo afirmou que não chegou a fazer "contribuições" e que em julho Godoy pediu para parar de fazer as cobranças.

O ex-assessor acredita que a interrupção ocorreu devido à prisão de Márcio Dreveck e porque aguardava-se a regularização do DEM. Leonardo esclareceu que todas as "contribuições" cobradas foram entregues em mãos a Godoy, "que não especificou o que faria até a regularização do DEM".

Conforme Leonardo, não houve o fornecimento de recibos ou comprovantes, mas ele disse acreditar que os valores iriam para o partido e que não seria algo fora da lei. Leonardo ainda afirmou que não se sentiu obrigado a contribuir, pois tinha pretensões políticas e desejava se envolver com os projetos da sigla.

O ex-assessor ainda revelou que perguntou a Ivan Formigari (chefe de divisão na Secretaria de Obras) sobre o percentual de repasse, e este lhe respondeu que eram 4%. Ivan, conforme ele, tinha uma espécie de tabela para registros.

Confira novas informações sobre o caso no jornal impresso desta terça-feira (24).

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