Geral

03/07/2020 13:27

PÓS-CICLONE

Sem energia, o jeito é manter o freezer fechado para conservar temperatura

MATHEUS MÜLLER / JORNAL A GAZETA

Wabersich conta que matou um porco dois dias antes do fenômeno natural

Matheus Müller - matheus@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Até a manhã desta sexta-feira (3), ainda havia pouco mais de duas mil unidades consumidoras sem energia na região. No bairro Alpino, muitos moradores ainda estavam sem luz na tarde de quinta-feira (2). Entre as reclamações, a maioria cita o problema com os alimentos descongelando no freezer, que pode estragar se a situação se estendesse por muitos dias. “É uma situação bem difícil”, relata Ilse Bachel, que reside na Estrada Paraná.

Por sorte, sua residência foi pouco afetada pelo poder dos ventos, apenas com algumas telhas deslocadas. Ilse ainda possui uma mercearia ao lado da sua residência, e destaca que a falta de luz tem atrapalhado o negócio, pois não é possível vender bebidas geladas. “Esperamos que retorne logo”, destaca.

Os alimentos congelados também preocupam Deuclides Wabersich. Ele relata que dias antes do ciclone matou um porco em sua propriedade, onde boa parte da carne foi para dois freezers em sua casa. Para conservar ao máximo a temperatura interna dos aparelhos, ele relata que não os abriu desde terça-feira.

Wabersich relata a dificuldade de ter que tomar banho gelado, levando em conta o frio dos últimos dias, além do uso de velas e lanternas pela noite. Sua residência também foi atingida pelo ciclone, onde algumas telhas estragaram. Ele lembra que sempre morou no bairro, e só tinha visto algo parecido em um temporal há 10 anos, mas não com a mesma intensidade.

Na casa da filha
Lírio Volpi é outro morador do bairro afetado pelo ciclone. Em sua propriedade, são incontáveis as árvores arrancadas pela raiz. “Foi assustador”, resume, lembrando que tudo ocorreu em questão de minutos. Quanto à falta de energia, ele cita que tem sido difícil, mas a família tem se virado. Os alimentos congelados, por exemplo, foram levados para a casa de sua filha, onde já há energia. “Não tem o que fazer, só esperar”, relata Lírio, lembrando que o mais importante é todos estarem com saúde.

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