Segurança

21/06/2022 10:05

CASO LOIR E GENÉSIO

Relembre como Gilberto Dranka e mais três foram acusados por homicídios

ARQUIVO / JORNAL A GAZETA

Moto usada no dia do crime foi fundamental durante investigação

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

Piên

A partir de terça-feira (21) e pelos próximos dias o Fórum de Justiça de Rio Negro será o centro das atenções da região por conta do julgamento do ex-prefeito de Piên, Gilberto Dranka, do ex-presidente da Câmara de Vereadores, Leonides Maahs, do mecânico Orvandir Pedrini e Amilton Padilha. Apenas Amilton não estará presente porque segue foragido após fugir do presídio.

Os quatro réus são acusados por planejar e executar emboscadas que resultaram nos assassinatos do técnico em segurança, Genésio Almeida, morto por engano ao ser confundido com o prefeito eleito em 2016, Loir Dreveck. As investigações foram coordenadas pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), Polícia Civil e Ministério Público do Paraná, que ofereceram a denúncia contra os acusados em uma Ação Penal de quase mil páginas.

Encorpam a Ação Penal todos os detalhes da investigação, como a apreensão de imagens de câmeras de segurança, escutas telefônicas e vários documentos e interrogatórios. Durante o julgamento, os fatos descritos serão explanados pelos promotores. Sete jurados vão compor o Tribunal do Júri e vão decidir se os réus são inocentes ou culpados pelas mortes.

As investigações
Depois de assassinar Loir Dreveck, o motociclista fugiu pelas estradas do interior, onde abandonou a moto e o capacete. A polícia encontrou impressões digitais que levaram até Amilton Padilha, que naquela época usava documentos falsos e se apresentava como Felipe Cruz. Quando chegou-se a sua identidade, ele já estava preso por outro crime, um assalto a mão armada.

Ao passar a investigar o proprietário que constava no documento da motocicleta usada nos crimes, a polícia chegou até o mecânico Orvandir Pedrini. As diligências policiais apuraram que Amilton havia começado a trabalhar, na época dos fatos, na oficina mecânica de Orvandir. Em interrogatório, Orvandir apontou para a participação dos demais réus, que seriam os “mandantes”.

Escutas telefônicas feitas durante as investigações apontam que Gilberto Dranka efetuou algumas ligações telefônicas para Orvandir momentos antes do assassinato de Loir. "Gilberto e Ovandir passaram a manter contato telefônico no dia do crime a partir das 8h28, e o fizeram até às 9h02, sendo que o atentado ocorreu por volta das 9h30, tendo a vítima entrado no carro às 9h05", detalha a denúncia.

O que cada acusado ganharia

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