Esportes

13/05/2022 14:36

HOMENAGEM

Quem foi Vitor Muench, que empresta nome ao troféu da 18ª Copa Gazeta

DIVULGAÇÃO

Dada Peters e Vitor Muench formaram uma dupla de muitas conquistas

Ricardo Otto - ricardo@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Quem vencer a final da 18ª Copa Gazeta/Sicredi/Maahs/Lojas Dibacenter/FMD de Futsal, entre SD/São Bento Cred e Lusa Kolter, nesta sexta-feira (13), levará para casa o Troféu Vitor Muench. A taça é uma justa homenagem ao piloto de automobilismo são-bentense que faleceu em 2021, aos 48 anos, deixando um legado de amor ao esporte e comprometimento.

Jorge Adriano Petters, o Dada, amigo e que por muitos anos dividiu um carro de corrida com Vitor, lembra que ele iniciou sua carreira no Jeep Raid, em 1997, navegando para Alexandre Marchiori. “Formaram uma dupla muito forte e competitiva”, lembra.

Segundo Dada, Vitor sempre foi muito competitivo. “Onde ele entrava, era para competir, mas não para fazer número e sim para ganhar, ele sempre foi muito comprometido com tudo que se dispunha a fazer”, ressalta.

Entre 2003 e 2004, Vitor correu no Campeonato Catarinense de Velocidade na Terra, na categoria Marcas N, e a partir de 2006, migrou para a Mitsubishi Cup, inicialmente atuando como navegador de Juliano Diener, o Munga. Ele passou a atuar como piloto em 2015, junto com Dada, parceria que seguiu até o fim da vida do piloto.

“Sempre via ele dirigindo, um cara extremamente rápido e concentrado. Ele se dedicou extremamente a pilotagem, comprometido, focado, concentrado, que são características peculiares dele. Ele sempre procurava o objetivo maior que era a vitória”, ressalta o navegador.

Mitsubishi Cup

O período de Vitor na Mitsubishi Cup é melhor explicado pelo seu filho, Vitor Luis Muench, o Vitinho. Ele lembra que ainda como navegador, na categoria TR4, seu pai foi campeão em 2007, título conquistado no detalhe, contra competidores de alto nível. “Mérito da dupla que se desdobrou para conseguir os resultados”, cita. Em 2010, já na categoria L200, a dupla voltou a levar o título. “Naquele ano só não ganharam uma etapa. Foi um título de ponta a ponta, eles estavam muito preparados e com bom equipamento”, ressalta.

A partir de 2015, Vitor voltou para a TR4, desta vez competindo como piloto, com Dada Peters. Já no primeiro ano, a dupla teve um destaque muito grande. “Ele sempre foi uma pessoa muito elogiada por todos pela habilidade para pilotar”, ressalta, lembrando que no primeiro ano eles já foram campeões, ficando com o vice-campeonato em 2016.

Piloto acumulou vitórias ao longo da sua carreira

Em 2017, a dupla migrou para a categoria ASX, ano em que Vitinho se recorda de ter acompanhado presencialmente todas as corridas, onde seu pai foi campeão mais uma vez. “É um dos anos que gosto de lembrar, foi muito marcante, teve uma corrida que ele liderou de ponta a ponta, inclusive com as Tritons que correram junto. Ele sempre foi muito bom na pilotagem, mas neste ano evoluiu ainda mais, fisicamente e mentalmente”, ressalta, lembrando sua participação dentro do carro nos treinos. “Era uma emoção muito grande, sentar ao lado e ver a habilidade, como ele fazia parecer fácil tudo que ele fazia”, cita.

Em 2018 e 2019 foram anos de menos envolvimento da dupla, tendo participado de poucas etapas, mudando em 2019 para a categoria L200 Triton Sport. “Já na primeira corrida, sem ter nem treinado com o carro, ele foi e ganhou. Dava para ver o quanto gostava e tinha habilidade na pilotagem”, reforça Vitinho.

Em 2020, devido a pandemia, foram disputadas somente duas etapas, e em 2021, infelizmente ele veio a falecer durante a primeira etapa da competição. O filho do piloto lembra o ensinamento passado pelo pai de entrar em uma competição sempre dando o máximo de si, visando a vitória.

“E isso ele fez em todas competições. Uma pessoa que se dava bem com todo mundo, na Mitsubishi Cup era uma família, e meu pai sempre foi muito querido pela simplicidade, sempre rindo e se divertindo, tinha muitas amizades. Era muito querido com toda a equipe, competidores, um exemplo para mim e para quem o conheceu”, ressalta.

Motor Clube

A ligação do são-bentense com a velocidade fez com que ele integrasse durante muitos anos o São Bento Motor Clube. Além de ter disputado o Catarinense de Velocidade durante algumas temporadas pela Marcas N, Vitor era sócio do clube, e por muitos anos atuou como chefe de resgate nas corridas.

Rodrigo Matos, integrante do São Bento Motor Clube, lembra que o são-bentense era considerado um dos melhores resgates de velocidade na terra do país. “Isso foi citado por diretores e membros da Confederação Brasileira de Automobilismo, durante uma etapa do Campeonato Brasileiro em São Bento”, ressalta.

Rodrigo lembra que o sistema de trabalho adotado por Vitor era diferenciado, onde todos já sabiam como atuar, de maneira rápida e com trechos definidos pelo grupo de resgate. “Era muito ágil, dedicado, ia durante a semana com o pessoal do maquinário para preparar o circuito, adorava o que fazia e era referência”, lembra.

Após a partida do pai, o filho Vitinho assumiu os trabalhos de resgate nas provas já realizadas, mantendo o legado familiar vivo. “E está indo muito bem, temos muito orgulho de ver esse legado deixado pela família”, lembra Rodrigo, reforçando a importância de Vitor Muench para o automobilismo. “É alguém que fez história, e ficará para sempre em nossa memória”, encerra.

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