Política

22/07/2020 12:34

CRIME ELEITORAL

Quatro membros de partido político são indiciados por Caixa 2 em São Bento

São Bento do Sul

Quatro integrantes de um partido político de São Bento do Sul foram indiciados pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (22). O motivo é o crime eleitoral em decorrência da prática de “caixa 2”, ou seja, arrecadação de contribuições (aproximadamente R$ 200.000,00) que não foram devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. O Inquérito Policial foi instaurado em 2019 com o objetivo de investigar a prática de crime de falsidade ideológica eleitoral supostamente perpetrado no âmbito da agremiação.

  • A Polícia Civil não divulgou o nome do partido e nem dos membros indiciados. Até o momento existem apenas especulações. A Gazeta está apurando a questão e divulgará os nomes assim que tudo seja confirmado.

No decorrer das investigações, a Polícia Judiciária representou pela expedição de mandado de busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico e telemático em face do diretório do Partido e de seus membros. No local, foram encontrados e recolhidos computador, dinheiro em espécie e diversos documentos, os quais, atrelados aos mais de vinte depoimentos testemunhais realizados, deram suporte à comprovação da materialidade e indícios de autoria do crime em questão.

Os elementos probatórios obtidos indicaram haver uma “contabilidade paralela”, principalmente nos exercícios de 2017/2018, mantida pelo Partido em uma planilha existente em um Notebook pessoal de um dos seus membros.

Os valores arrecadados eram oriundos de filiados e não filiados, bem como de servidores comissionados que trabalhavam em secretarias do município, que contribuíam mensalmente com o partido, porém as quantias arrecadadas em sua maioria eram omitidas à Justiça Eleitoral pelos integrantes da organização.

Estima-se que a conduta ilícita ocorria ao menos desde o ano de 2014, sendo que de 2017 a 2018 com valores mais elevados, com a realização de eventos, arrecadação de recursos e gastos partidários que não eram integralmente declarados à Justiça Eleitoral, resultando em uma “contabilidade paralela” de mais de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), valores não informados ao órgão eleitoral.

Os investigados não tiveram seus nomes divulgados para a imprensa e foram indiciados pelo crime de falsidade ideológica, cuja pena máxima é de 05 anos de reclusão. O procedimento investigativo foi remetido à Justiça Eleitoral para as providências cabíveis.

Mais detalhes sobre o caso estarão no jornal impresso desta quinta-feira (23).

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