Geral

14/02/2020 14:10

RECUPERAÇÃO

Projeto social ensina português para imigrantes haitianos em Rio Negrinho

CHRISTIAN HACKE / JORNAL A GAZETA

Uma vez por semana, grupo se reúne para ouvir os ensinamentos

Christian Hacke - christian@gazetasbs.com.br

Rio Negrinho

Pare o que está fazendo neste momento, arrume suas malas e siga até um país cujo você não sabe nada do idioma. É exatamente assim que se sentem os imigrantes haitianos quando chegam no Brasil. Falando apenas o francês ou o crioulo, eles se estabelecem nas cidades à procura de moradia e emprego, mas demoram a se habituar à cultura e, principalmente, ao idioma. Em Rio Negrinho, um projeto está auxiliando estes imigrantes a se sentirem mais em casa.

Chamado de RecuperAção, o projeto consiste em ensinar a língua portuguesa para um grupo de haitianos que reside no município. "Como a igreja trabalha a parte social, começamos a ver esse pessoal pela cidade e sabíamos que a vida deles não era fácil aqui. Buscamos eles e convidamos a ir para igreja e começamos a perceber as necessidades", comenta Alessandra Treml, coordenadora do projeto que tem como mentor a igreja Assembleia de Deus.

Alessandra cometa que a principal dificuldade em relação à língua está na procura por emprego. "Muitos aqui não empregam porque eles não sabem falar direito o português. É mais difícil ainda para as mulheres, homens eles empregam bastante nas fábricas", disse. "A gente se uniu para trabalhar com eles essa questão da língua, os verbos, pronomes, como ir ao mercado, os termos usados no trabalho. É um curso voltado às necessidades deles", ressaltou.

Alta procura
Em uma parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas, o projeto acontece todas as quartas-feiras no auditório da CDL, das 19 horas às 21h30. Muitos trabalham até próximo das 19 horas ou começam a labuta após as aulas, mas mesmo assim não deixam de frequentar a turma, que é composta de cerca de 30 alunos. "Essa é só a terceira aula do projeto, mas a procura está grande e eles tem muito interesse pela língua, precisam né", disse Nilza da Silva Dreml, professora de português e inglês.

Conforme Nilza, os alunos possuem entre 18 e 45 anos de idade. Alguns deles já estão na cidade há mais de três anos, enquanto outros acabaram de chegar ao Brasil. O projeto oferece ainda café, salgados e doces para os alunos, mas também precisa de auxílios. "Estamos precisando de cadernos e outros materiais também", falou a professora.

Confira mais detalhes sobre as aulas no jornal impresso desta sexta-feira (14).

Todos os direitos reservados para A Gazeta. Reprodução sem autorização é proibida.

Ajude-nos a manter um jornalismo sério e com credibilidade. Textos e fotos estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Se quiser repassar a notícia, compartilhe o link.