Geral

20/08/2019 09:00

PANORAMA POLÍTICO

Processo que apura irregularidades na gestão da Promosul tem 594 páginas

Arquivo / Jornal A Gazeta

Ministério Público de Santa Catarina quer analisar questão financeira da fundação responsável pelo pavilhão

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

O Ministério Público terá muito trabalho para analisar toda a documentação referente ao processo que apura possíveis irregularidades na gestão da Promosul. São exatamente 594 páginas (até segunda-feira, dia 19 de agosto), contendo cópias de documentos, de e-mails, de notas fiscais e uma série de outros pontos levantados na denúncia.

Além das denúncias de irregularidade, o que mais pesa agora é a possibilidade de incremento da dívida, pois a Promosul não possui receita prevista para o curto prazo. Isso porque eventos programados para o ano já foram cobrados antecipadamente e tudo já foi gasto.

No caso de uma falência, o estatuto fala sobre uma outra fundação constituída dentro de Santa Catarina, com a mesma finalidade, ficar responsável pelo espaço. Mas ainda não chegou-se a um consenso quanto a isso. A visão geral é que a gestão do espaço precisa mudar, para tentar salva-lo.

Ainda quanto às dívidas, estima-se que atualmente são R$ 50 mil em atraso, aproximadamente. Isso sem contar que existem outros R$ 229,34 mil em aberto – em valores corrigidos – por descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público por conta da poluição sonora.

Como se não estivesse complicada a situação, ainda tramita outra apuração por parte do Ministério Público quanto às verbas que eram repassadas, até 2004, da Prefeitura para a Promosul. À época, eram cerca de R$ 200 mil ao ano, e caso este repasse seja considerado irregular, a fundação pode ser condenada a restituir os cofres públicos.

Sobrevida
Para tentar garantir sobrevida à Promosul, começam algumas tratativas para que a Feistock e a Móvel Brasil sigam sendo realizadas em São Bento do Sul. Ambas as feiras já estudavam a possibilidade de mudança para Joinville após um reajuste proposto pela fundação no valor do aluguel. Para se ter ideia, passava dos 120% de reajuste o valor solicitado.

Difícil
Com uma situação complicada do ponto de vista financeiro, chega a ser inacreditável que a Promosul ao invés de tentar atrair mais eventos e incrementar o caixa optou por querer “espantar” algumas de suas principais fontes de renda. Até parece que estão tomando atitudes para forçar a falência e entregar o pavilhão para outros geri-lo.

A informação foi publicada na coluna Panorama Político desta terça-feira (20).

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