Geral

31/07/2020 09:14

COMBATE AO CORONAVÍRUS

Pesquisadores catarinenses falam sobre busca pela vacina para Covid-19

REPRODUÇÃO

Transmissão ao vivo foi promovida pela Fapesc

Layra Olsen - layra@gazetasbs.com.br

Estadual

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) realizou uma live, quinta-feira (30), com os pesquisadores André Báfica e Daniel Mansur, que atuam no Laboratório de Imunologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Eles falaram sobre o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus no Estado para, enfim, combater a doença em larga escala.

Os professores trabalham juntos com uma equipe de aproximadamente 30 pesquisadores do Brasil e do exterior. Esse time está concentrado em criar a dose a partir de uma recombinante da BCG, já conhecida no país para prevenção da tuberculose.

André explicou que existem cerca de 200 projetos em desenvolvimento no mundo, inclusive algumas vacinas chegando em ensaios clínicos. Porém, ainda não é possível mensurar quando estará disponível à população. “Estamos aprendendo muito sobre esse vírus e pelo que já encontramos, tem muito mais para entender. Pensávamos que o HIV era difícil, mas o coronavírus está dando um banho”, disse.

Ele explicou que a primeira dose que estará no mercado provavelmente não será a mais eficiente. “Num cenário razoável, seria como uma vacina para influenza, que precisa ser renovada todo ano. Outra hipótese é que irá durar cerca de três meses. Não podemos dizer que são fatos porque estamos vendo mais formas de proteção do sistema. Muito se fala em anticorpos, mas parece que tem coisas mais importantes que protegem a infecção”, esclareceu.

Já Daniel está mais otimista. O pesquisador acredita que em uma escala de tempo diferentes doses estarão às ordens. “Acho que o desenvolvimento vai ser mais fácil do que para dengue e HIV. A primeira vacina será um alivio e dará mais tempo para respirar até chegar a algo mais eficaz e eficiente”, supõe.

O professor também lembrou que o trabalho realizado na UFSC não se propõe a chegar o quanto antes num resultado. Pelo contrário, a intenção dos profissionais é criar algo que proteja o paciente de forma eficaz e garanta longevidade. “Estamos tentando completar as pesquisas para que não seja a primeira, no entanto, seja brasileira e tenhamos propriedade sobre ela”, ressaltou.

Assista a transmissão

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