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Geral

18/02/2020 10:31

VIOLÊNCIA

Pedreiro que levou dois tiros em assalto à Caixa de Piên segue em tratamento

ALEXANDRE CARVALHO / JORNAL A GAZETA

Alcides é uma pessoa simples e ganha a vida trabalhando como pedreiro

Alexandre Carvalho - alexandre@gazetasbs.com.br

Piên

Em novembro do ano passado, a região toda acompanhou o assalto ocorrido na agência da Caixa Econômica Federal, em Piên, quando bandidos fortemente armados e bastante violentos fizeram dezenas de reféns, atiraram contra algumas pessoas e ainda trocaram tiros com a polícia. Uma das vítimas daquele dia foi o pedreiro Alcides Trajanoski. Ele levou dois tiros, um na perna e outro na boca. Milagrosamente, sobreviveu aos disparos para contar sua história e relembrar dos momentos de angústia e tensão que ele e outras pessoas passaram na mão dos bandidos.

Alcides se recorda no momento em que estava no cordão humano de reféns, feito pelos assaltantes em frente ao banco, os bandidos começaram a trocar tiros com policiais militares. Foi nesse instante que Alcides foi atingido na perna. “Eu senti algo na perna e quando me abaixei para ver o que era, levei outro tiro que entrou pela lateral do nariz. A bala ficou alojada dentro da minha boca”, relembrou.

Por incrível que pareça, Alcides disse que se manteve calmo o tempo todo. "Depois que fui atingido na boca, acabei vomitando meus dentes e partes da minha boca. Eu perdi muito sangue. Por um momento achei que fosse morrer mas, mantive a calma. Logo depois que fui atingido pelos disparos, os bandidos fugiram e eu fui caminhando até o hospital que era ali perto”, acrescentou.

Uma história de superação

Na família Trajanoski e em muitos grupos de amigos, Alcides é um exemplo de superação. Isso porque conforme amigos mais próximos, Cide nunca desistiu de lutar pela sua vida. Um dos irmãos, Anésio Trajanoski, conta sobre a força de superação do irmão. “Ele sempre foi essa pessoa divertida e alegre. Com ele não tem tempo ruim. Ele já passou por quatro cirurgias depois do assalto, e, em nenhum momento ele desanimou. Enfrentou tudo de cabeça erguida e hoje ele está se recuperando com muita força e determinação”, contou o irmão.

Nos próximos meses, Alcides ainda passará por uma nova cirurgia para a colocação de um palato mole (céu da boca) artificial que virá dos Estados Unidos. O pedreiro ficou com apenas dois dentes inferiores na boca. Depois disso, ele ainda passará por outros procedimentos odontológicos para a implantação de dentes. “Só esse céu da boca que está vindo dos Estados Unidos vai custar R$ 200 mil. Além disso, as outras cirurgias que eu já tive que fazer, fiquei sabendo que custaram mais de R$ 400 mil”, contou Cide. O pedreiro relatou ainda que a Caixa Econômica Federal está arcando com todos os custos do tratamento. “Eles estão sendo muito atenciosos”, comentou.

Confira mais detalhes do relato dele no jornal impresso desta terça-feira (18).

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