Geral

11/09/2019 10:17

PRODUTO ESTRAGADO

Pão reetiquetado e embolorado vira caso de polícia em São Bento do Sul

Alexandre Carvalho / Jornal A Gazeta

Marianne conta que uma de suas filhas comeu o pão embolorado

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Um caso de embalagens de pão integral reetiquetados no Mig Atacarejo, em São Bento do Sul, virou caso de polícia. O caso ocorreu no dia 30 de agosto, quando a professora Marianne Martins Gomes da Silva comprou uma das embalagens com preço promocional.

O problema foi detectado no dia seguinte, um sábado, quando deu o pão para sua filha mais velha comer. A menina tem 4 anos de idade. Em seguida, seu marido, que também experimentou o pão, percebeu um gosto estranho e questionou se o pão estava fresco. “Perguntei no mercado de que dia era e me falaram que era do mesmo dia”, disse Marianne. Porém, quando o casal resolveu inspecionar melhor o produto, percebeu-se que o pão estava mofado.

Marianne então chamou a Polícia Militar, e foi até o supermercado. Ela chegou no estabelecimento por volta das 11 horas daquele sábado. “No supermercado fomos checar o que havia ocorrido nas câmaras de vigilância e vimos um carrinho lotado com esses pães, que são de fabricação própria do supermercado, sendo reetiquetados por uma funcionária”, contou.

A professora disse que foi bem atendida pela gerente do supermercado, a qual imediatamente chamou a funcionária para perguntar sobre o ocorrido. “A moça disse que havia feito aquilo por decisão própria. Contei a ela que minha filha de 4 anos havia comido o produto, assim como meu marido, que passou mal depois de ter ingerido. Isso me deixou revoltada, porque não acho que comprar produtos em promoção deva ser sinônimo de comprar coisas estragadas”, acrescentou.

A cliente ainda fotografou o pão embolorado, e a etiqueta com data do dia 30 de agosto de 2019 colada sobre a antiga. "O que me deixou mais perplexa é que as filmagens mostraram que isso tudo estava sendo feito na cara dos clientes. Decidi tornar o caso público porque não acho isso certo. Ensinamos na escola nossos alunos a serem corretos. Tudo isso me deixou muito revoltada, por isso, decidi ir atrás dos meus direitos”, explicou.

Confira o desfecho dessa história no jornal impresso desta quarta-feira (11).

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