Geral

24/01/2020 08:53

SAÚDE PÚBLICA

Paciente com suspeita de febre amarela ficou internado na UTI em São Bento

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Vacina é a única forma de prevenção contra a doença

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Quinta-feira (23), finalmente, veio o resultado da análise de restos mortais de um bugio encontrado em Rio Vermelho Povoado no início de dezembro do ano passado. Só agora, e no laudo a confirmação de que o óbito foi causado pelo vírus da febre amarela. De lá para cá, dezenas de outros macacos foram encontrados mortos em São Bento do Sul e na região, e muito provavelmente a causa da morte tenha sido a mesma, mas falta a confirmação oficial.

O aumento nos casos está se intensificando e, com isso, também as suspeitas em humanos. Para se ter ideia, no dia 17 de janeiro um paciente ficou internado em São Bento do Sul por uma semana, na UTI, e foi transferido nesta quinta-feira (23) para um hospital de Florianópolis em estado grave, mas estável. A suspeita é que ele tenha sido infectado pela doença, mas também não veio a confirmação oficial.

O médico Ricardo Larroyed de Oliveira explica que a taxa de letalidade da febre amarela é alta, cerca de 68%. Além disso, 50% dos pacientes desenvolvem a doença de forma grave. Caso seja confirmado um caso em humano, São Bento entra para uma situação emergencial. Diante disso, conforme Ricardo, seria necessário uma intensificação vacinal, que poderia atingir, inclusive, gestantes. “O risco compensa o benefício”, garante.

Atenção aos sintomas da doença
Inicialmente, os sintomas são muito semelhantes ao da dengue, como dor de cabeça, febre alta, cansaço e dor no corpo, e podem aparecer de três a seis dias após a picada do mosquito infectado com o vírus, podendo se estender por até 15 dias. O quadro ainda pode se apresentar de forma bifásica, isto é, tem os sintomas iniciais, uma leve sensação de melhora e, de repente, uma piora - o chamado período toxêmico.

Outros casos em 2019
Conforme dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), no ano passado, outros dois pacientes com suspeita da doença foram internados em Campo Alegre, mas em ambos os casos a presença do vírus foi descartada. Em Mafra foram três casos suspeitos, também descartados após exames. Menos sorte teve um morador de Itaiópolis, que morreu e o resultado foi positivo para febre amarela.

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