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23/03/2020 11:41

CORONAVÍRUS

Os impactos na economia sentidos já no curto prazo em Santa Catarina

REPRODUÇÃO

Leonardo e Gilson falaram sobre cenário estadual da economia

Christian Hacke - christian@gazetasbs.com.br

Estadual

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) realizou uma transmissão ao vivo, através do seu canal do Youtube, com o economista Leonardo Alonso Rodrigues. Ele falou sobre os impactos do coronavírus na economia catarinense e repassou informações de como os empresários podem enfrentar a crise. No Estado, são mais de 34 mil empresas associadas.

Ao lado de Gilson Zimmermann, superintendente da Facisc, Leonardo citou que os primeiros e principais impactos serão sentidos nos setores de serviços e turismo. "Tudo o que engloba o serviço terá um impacto sim, mas não conseguimos mensurar isso", disse. O setor foi responsável por quase 80% do PIB do ano passado. Outra questão está na informalidade, que já atinge 70% dos brasileiros. "Os efeitos vem, em curtíssimo prazo, para esse contingente de pessoas", completou.

Para avaliar o cenário econômico catarinense, segundo o economista, é utilizado um índice de atividade econômica do Banco Central, visto que o Estado não possui um PIB oficial. "A economia está recuando nos últimos meses em SC. Segundo o índice de performance econômica das regiões, usado pela Facisc, em 2018 o crescimento foi de 8% e agora caiu para 1,6%", falou. Na mesma tabela, o crescimento do Planalto Norte é negativo, de -1,8%.

Com a doença, o estado catarinense também terá recuo no PIB. "Temos aqui cinco portos e grandes transações comerciais com o resto do mundo. 90% do comércio exterior está centrado na Ásia, América do Sul, Europa e América do Norte", disse Leonardo.

Como se preparar?

Ao final, o economista falou sobre algumas medidas já anunciadas para conter os efeitos negativos, sendo elas as transferências diretas (FGTS, 13º salário), postergação de impostos, ampliação de crédito e redução de juros, postergação de impostos e isenção de impostos trabalhistas e investimentos públicos na saúde.

Aos empresários, as dicas citadas por Leonardo são quatro. "Primeiro é estar atento às informações. Uma coisa é medida anunciada e outra é medida efetiva. Segundo ponto é gestão de crise, tudo o que envolve as empresas precisa ser revisto e termos cuidado na tomada de decisões. Outro ponto é estar antenado às oportunidades, toda crise abre oportunidades. Por último é respeitar as medidas de controle. O não respeito acaba gerando mais custos ao futuro. Respeitar e incentivar, mostrar como você empresário tem reagido diante disso", ressaltou.

Considerações

  • Estamos em um processo de recuperação lenta na economia, que será prejudicado pela COVID-19
  • É cedo para precificar os impactos de fato sobre a atividade econômica
  • O efeito é sazonal, porém gera diversos impactos. A recuperação ficará para o segundo semestre
  • Gestão das informações é fundamental no processo de tomada de decisões

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