Política

31/07/2019 08:03

INVESTIGAÇÃO

Ministério Público pede para investigar Magno Bollmann no caso Dreveck

Arquivo / Jornal A Gazeta

Prefeito diz serem levianas quaisquer investigações contra ele

Marcello Miranda - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

A pedido do Ministério Público Estadual, o prefeito Magno Bollmann (PP) pode entrar na lista dos investigados no caso que resultou na prisão do vice-prefeito Márcio Dreveck (PP). O motivo é que supostamente o prefeito sabia das cobranças de parte dos salários feitas pelo vice, e nada teria feito. No entanto, a Prefeitura nega, afirmando que foram, sim, tomadas providências.

No corpo do processo envolvendo o vice-prefeito, o promotor de Justiça que analisa o caso cita que possivelmente o prefeito teria tomado conhecimento da situação e nada feito. Com base nisso, a juíza responsável pela ação pediu autorização à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que o prefeito também seja investigado. Como Bollmann possui foro privilegiado em decorrência do cargo, só com autorização da PGE, caso os procuradores entendam haver necessidade, é que o prefeito poderá ser investigado. Caso seja negado, ele não entra na lista.

De acordo com a nota oficial enviada pela Prefeitura, em momento algum Bollmann recebeu qualquer notificação ou comunicado sobre as cobranças de parte dos salários dos servidores comissionados, e somente ouviu conversas nos corredores da Prefeitura. A nota ainda segue dizendo que “o prefeito, como toda a sociedade são-bentense, ficou surpreso com a prisão e com as acusações que recaem sobre o vice-prefeito e repudia qualquer representação leviana que venha a ser feita em seu desfavor e espera que todos os fatos sejam brevemente esclarecidos pela Justiça”, encerra.

UM MÊS
Quarta-feira (31) completa um mês da prisão do vice-prefeito. Márcio Dreveck foi detido pela Polícia Civil em seu gabinete, na Prefeitura, e após os procedimentos, foi levado ao presídio regional de Mafra, onde segue até hoje. A operação coordenada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) foi motivada por denúncias feita pelo ex-vereador Lourival Castilho, o qual vinha exercendo cargo comissionado na Prefeitura e supostamente fazia pagamentos a Dreveck.

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Confira mais informações sobre o caso no jornal impresso desta quarta-feira (31).

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