Política

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21/11/2019 09:24

LEGISLATIVO

Mais vereadores comentam processo de cassação contra Dreveck e Godoy

Arquivo / Jornal A Gazeta

Vice-prefeito e vereador aguardam sentença em liberdade

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

O presidente da Câmara são-bentense, Peter Kneubuheler (PP), esteve reunido segunda-feira (18) à tarde com o jurídico do Legislativo para tratar e se inteirar dos trâmites legais quanto à abertura da Comissão de Investigação (CI) que pode resultar na cassação dos mandatos do vice-prefeito Márcio Dreveck (PP) e do vereador César Godoy (PSB). Peti explicou que os processos de instauração de CI para prefeito e vice-prefeito são diferentes dos trâmites relacionados a vereadores.

Desde segunda-feira, A Gazeta vem procurando os vereadores são-bentenses para saber o que eles acham a respeito da instauração das CIs. Um dos que se manifestou a favor do processo foi Fernando Mallon (MDB). Ele entende que diante de tudo o que foi exposto a respeito dos crimes de concussão em São Bento do Sul, a Câmara tem motivos de sobra para se abrir um processo de cassação de Godoy e Dreveck.

Porém, Mallon explicou que abrir uma CI na Câmara não significa, na prática, que eles terão seus mandatos cassados. “Esse processo significa analisar, investigar, dar oportunidade para que eles possam se defender, para depois a gente decidir o que deve ser feito. Hoje minha posição é essa, até porque penso que existem elementos suficientes para que esse processo seja aberto. Além disso, nós como vereadores, estamos sendo muito cobrados pela população de um posicionamento ético, então temos que dar essa satisfação”, disse.

Já alguns vereadores alegaram que ainda não tiveram acesso ao documento pedindo a cassação, protocolado pelo presidente do PSB, Ivanor Varella, e que preferem aguardar um posicionamento do setor jurídico da Câmara antes de se manifestar. É o caso do vereador Marco Redlich (PP), que disse entender que é muito cedo para dar um parecer, até porque os réus – César Godoy e Márcio Dreveck – sequer tiveram sentença emitida pela Justiça.

“O julgamento está na fase final. Entendo que é preciso esperar, porque fica mais fácil para gente saber o que fazer, porque senão seriam dois processos iguais correndo em instâncias diferentes. Quanto às investigações vejo que o judiciário local tem toda competência para analisar as provas e avaliar toda questão. Quanto uma CI, vejo que às vezes seria mais interessantes se concentrar onde o judiciário não esteja atuando. Tudo tem que ser analisado”, disse Redlich.

A informação foi publicada na coluna Panorama Político desta quarta-feira (20).

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