Segurança

30/06/2022 11:16

POLÍCIA CIVIL

Investigação conclui que morte de ladrão foi por legítima defesa em São Bento

DIVULGAÇÃO

Polícia Civil apurou o caso ocorrido na Augusto Wunderwald

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Foi concluído pela Polícia Civil um inquérito que apurava as circunstâncias e a autoria de disparos de arma de fogo que vitimaram Adirleu Jocemir de Andrade, 30 anos, natural de São José dos Pinhais/PR. O caso ocorreu no dia 19 de março desse ano, no bairro Brasília.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que por volta das 3h30 daquela madrugada, um grupo de três pessoas arrombou a porta da frente de um estabelecimento comercial da Rua Augusto Wunderwald, para subtrair mercadorias e dinheiro do interior do local.

Ao ouvir barulhos que vinham de dentro do comércio, uma pessoa que mora próxima ao local constatou realmente se tratar de um furto, ocasião em que se aproximou e disparou contra os indivíduos, os quais empreenderam fuga. Um dos homens, entretanto, foi alvejado por um disparo de munição calibre 38 e durante a fuga que fazia atravessando um terreno de uma empresa privada, perdeu as forças e caiu no local, onde veio a óbito em virtude de hemorragia interna.

Legítima defesa
Analisando os indícios produzidos no inquérito policial, especialmente diante da pluralidade de agentes que se reuniram para a prática do furto e do risco que representavam para o local naquele momento, o delegado Gil Rafael Ribas entendeu que os disparos ocorreram em circunstâncias que indicam legitima defesa própria e de terceiro por parte do investigado.

Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu duas armas e algumas munições com o investigado, as quais teriam sido transportadas por ele para outro imóvel após a ocorrência dos tiros contra os sujeitos que efetuavam o furto. Como o homem não possuía registro das armas e nem mesmo autorização para transportá-las, foi indiciado pelos crimes de posse irregular e de porte ilegal de arma de fogo.

O procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário e analisado pelo representante do Ministério Público, que possui liberdade para decidir de forma diversa daquela manifestada pela Polícia Civil. O nome do envolvido não foi repassado à imprensa.

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