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14/10/2021 11:30

DIA DE NOSSA SENHORA

Igreja diz que respeitou legislação na queima de fogos em São Bento

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Fogos foram queimados durante celebração na terça-feira (12)

André Lima - andre@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

A queima de fogos de artifício em homenagem à padroeira Nossa Senhora Aparecida, nesta terça-feira, gerou polêmica em São Bento do Sul. Conforme publicado em A Gazeta, uma leitora questionou o cumprimento de uma lei municipal que proíbe a prática, e afirmou que a Igreja Matriz do bairro Oxford havia promovido o show de fogos em dois momentos do dia, de manhã e à noite. “Existe alguma exceção na lei para celebração religiosa?”, questionou. No entanto, a igreja nega que tenha desrespeitado a legislação.

Responsável pela paróquia Nossa Senhora Aparecida, o padre Fábio Bosco contesta a afirmação da leitora, e nega que tenha havido a queima de fogos durante a manhã. "Não tivemos evento algum às 6 horas. Nossas atividades iniciaram às 10 horas, e à noite os fogos tiveram carga de barulho de acordo com as leis", disse. Ele frisa que neste ano o show de luzes não durou nem um minuto. "Foram apenas 45 segundos", conta o pároco.

Ele ressalta que para este ano foram compradas apenas duas baterias de fogos, junto a uma empresa especializada de Joinville, a qual garantiu que o produto estava em conformidade com a lei, que proíbe a venda e a utilização de fogos de artifícios com ruído superior a 65 decibéis. "Nos certificamos de que não iria incomodar. O único som era feito no alto, no estopim dos fogos, para formar as luzes", explica. O padre Fábio completa afirmando que a paróquia sempre caminhou com o município e as autoridades competentes.

Relembre a lei

A lei em questão está valendo desde junho, após ser aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito Antonio Tomazini (PSDB). A lei proíbe a venda e a utilização de fogos de artifícios com ruído superior a 65 decibéis em São Bento do Sul. Já os fogos coloridos seguem permitidos, desde que sem o efeito sonoro. A fiscalização fica a cargo dos órgãos públicos e de segurança, além da própria comunidade, que pode denunciar o desrespeito.


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