Geral

15/07/2020 11:36

COMBATE AO CORONAVÍRUS

Hospital Sagrada Família depende do Estado para ativar novos leitos de UTI

DIVULGAÇÃO

Todos os 10 leitos de UTI da unidade continuam ocupados

Layra Olsen - layra@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Desde a semana passada, todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Sagrada Família estão ocupados. Atualmente, quatro por pacientes com confirmação de Covid-19 e outros seis por pessoas que tratam diferentes patologias. Para ampliar o atendimento, agora, a unidade hospitalar depende do credenciamento junto ao governo do Estado e do Ministério da Saúde.

No início da pandemia, apenas dois leitos estavam isolados, prontos para atender pacientes com doenças respiratórias. Prevendo o avanço no número de contaminados, o hospital criou mais três leitos. Em seguida, sabendo da chegada dos ventiladores mecânicos doados pelo Estado, abriu espaço para a colocação de três novas camas, compradas com recursos obtidos por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas.

Os demais equipamentos necessários para a instalação, como bombas de infusão de medicamentos e monitores multiparamétricos, também foram adquiridos. Além disso, a instituição deu início à busca por novos profissionais para ingressar no quadro de funcionários, como enfermeiros, técnicos de enfermagem e equipe de suporte. Ou seja, está tudo pronto, mas não é possível utilizá-los ainda sem o aval do governo.

As conversas com a Secretaria do Estado da Saúde ocorrem há algum tempo. Na semana passada, inclusive, o superintende do Sagrada Família, Renato Figueiredo, entrou em contato novamente o departamento estadual. “Eles falaram que o processo está lá e que estão fazendo a parte deles”, informa a assessoria. Como outras localidades estão enfrentando situações mais críticas – visto que aqui os hospitais da região ainda possuem vagas, como é o caso de Mafra e Canoinhas, por exemplo, não dá para saber quanto tempo isso vai levar.

Mesmo assim, apesar de toda essa burocracia e da taxa de ocupação em 100%, o hospital são-bentense garante que ninguém ficará desassistido. Portanto, numa emergência, se alguém precisar de ventiladores ou outros aparelhos necessários para o tratamento intensivo, há equipamentos para fazer esse primeiro socorro até abrir uma vaga na UTI ou ocorrer a transferência para outra cidade. Neste caso, quem define o destino e controla o recebimento e a transferência de doentes é o Sistema de Regulação de Santa Catarina (Sisreg).

Sem retorno
A Gazeta tentou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, mas não obteve retorno.

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