Geral

10/02/2020 10:32

INJUSTIÇA

Faz dois anos que Dranka e Leonides foram soltos, sem julgamento marcado

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Placa foi colocada em frente ao cemitério de Piên

Alexandre Carvalho - alexandre@gazetasbs.com.br

Piên

Passados mais de três anos dos assassinatos do técnico de segurança Genésio Almeida e do prefeito eleito em 2016 em Piên, Loir Dreveck, as famílias ainda aguardam a marcação do julgamento. Enquanto isso, três dos quatro acusados de participarem dos crimes continuam em liberdade provisória. O único que permanece preso é o atirador Amilton Padilha.

Inclusive, o dia 8 de fevereiro é emblemático para o caso. Sábado (8) fez exatamente dois anos que o Tribunal de Justiça do Paraná concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito Gilberto Dranka e ao ex-presidente da Câmara de Vereadores Leonides Maahs. Ambos são os principais suspeitos, conforme investigação do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), de serem os mandantes dos crimes. Outro acusado de intermediar a contratação de Amilton, o mecânico Orvandir Pedrine, também foi beneficiado com um Habeas Corpus, obtido em maio de 2018.

Novidades no processo
O advogado de defesa, contratado por familiares de Loir, Samir Mattar Assad, explicou que desde o dia 9 de janeiro o processo encontra-se nas mãos do relator do processo, o desembargador Clayton Coutinho de Camargo, do Tribunal de Justiça do Paraná. Desde 2018 o processo encontra-se parado. “Houve o prazo de recursos dos réus e também a digitalização do processo, que demorou cerca de um ano para ser concluído”, explicou.

Conforme o advogado, no dia 8 de janeiro, o Ministério Público solicitou a baixa do processo ao Tribunal do Justiça, visto que todos os prazos de recursos contra a sentença de pronuncia – decisão que leva o réu a Júri Popular - foram esgotados, para que o julgamento possa ser marcado. “O MP pediu urgência na baixa do processo. Agora só nos resta aguardar. Estamos acompanhando as movimentações e agindo com serenidade porque vamos em busca de justiça”, citou Samir. Desta forma, o julgamento pode ter a data definida a qualquer momento.

Relembre o caso
Gilberto, Leonides e Orvandir foram presos no dia 31 de janeiro de 2017, em uma operação policial coordenado pelo COPE. As investigações concluíram que Dranka e Maahs, descontentes com o fato de não serem beneficiados com cargos comissionados na futura gestão de Loir, resolveram acabar com a vida de Loir. Contudo, antes da morte do prefeito eleito, a emboscada criminosa resultou na morte de Genésio Almeida, morto dias antes por ter sido confundido com o prefeito eleito.

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