Segurança

13/06/2018 09:33

CASO LOIR DREVECK

Família de prefeito assassinado contesta inocência de Gilberto Dranka

Divulgação

Rosilda e advogados que auxiliam a família da vítima, Loir Dreveck

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br
Piên

A reportagem de A Gazeta ouviu a irmã de Loir Dreveck sobre o que a família do prefeito assassinado achou das declarações feitas por Gilberto Dranka, nesta terça-feira (12). Rosilda Dreveck comentou que quando o ex-prefeito soube da emboscada, ele não fez nada a não ser ligar para deputados. “Ele (Dranka) foi a primeira pessoa que liguei pedindo ajuda e me admirei com a sua frieza. Achei que ele estaria lá dando apoio, mas não apareceu”, comentou.

Rosilda disse ainda que os policiais apertaram o interfone da mansão do ex-prefeito quando chegaram no local. Ela acompanhou toda ação da polícia e destacou que não havia nenhum policial encapuzado.  “Havia várias pessoas na rua que testemunharam tudo quando veio uma policial e avisou o colega que a esposa havia escondido o Dranka. Os documentos dele e o celular estava na cabeceira da cama. A esposa estava na sala. Aí é que foram procurá-lo dentro da casa. O resto da história todos conhecem”, rebateu.

Rosilda afirmou ainda que em um depoimento gravado em uma das audiências, Gaúcho teria afirmado que no dia citado por Dranka (28 de janeiro), o mesmo teria sido ameaçado pelo ex-prefeito. Ainda segundo ela, depois desse dia Gaúcho passou a ser seguido. “O Gaúcho não conhecia o Loir, não teria nenhum motivo para matá-lo, a não ser que alguém pagasse para isso”, acrescentou.

Rosilda também declarou que Dranka sabia da viajem de Loir, ao contrário do que o ex-prefeito disse na entrevista. “Ocorre que estavam juntos no gabinete do Dranka quando a viagem foi marcada. Inclusive o vice-prefeito Livino Tureck confirmou em depoimento que Dranka estava junto no momento que a viagem foi marcada e ouviu tudo o que foi combinado”, finalizou.

Vale lembrar que dos quatro acusados de envolvimento na morte de Loir Dreveck, três deles estão em liberdade provisória. O julgamento ainda não foi marcado.

Relembre as partes do crime

Veja mais detalhes sobre o ocorrido no jornal impresso desta quarta-feira (13).

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