Geral

18/03/2021 05:19

COMBATE AO CORONAVÍRUS

ESPECIAL: Um ano depois, fim da pandemia ainda é uma incógnita

ANNA CAROLINA AZÊDO / JORNAL A GAZETA

Profissionais da saúde foram protagonistas no combate ao coronavírus

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Teste RT-PCR, comorbidades, distanciamento social, lockdown, taxa de eficácia. Termos pouco usados ou desconhecidos por muitos, hoje fazem parte do cotidiano de todos. Isso se deu pelo surgimento da Coronavirus Disease, ou simplesmente Covid-19, doença infecciosa que se espalhou pelo mundo e já fez mais de 2,6 milhões de vítimas fatais em todos os continentes.

Há exatamente um ano, após os primeiros casos confirmados de Covid-19 em Santa Catarina, passou a valer um decreto com restrições severas, anunciado um dia antes. Inicialmente, o Governo restringia por sete dias todas as atividades não essenciais.

Mas, até chegar a este ponto, foram meses de apreensão com o vírus invadindo cada vez mais territórios, até alcançar os catarinenses. Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros casos foram identificados em Wuhan, na China, em 8 de dezembro de 2019 – daí o numeral no nome da doença – onde ocorreu um surto de pneumonia em um hospital.

No dia 29 de dezembro, foi divulgado o código genético do coronavírus na China, e nos dias seguintes começaram a ser reportados casos de pneumonia de “causa desconhecida” no país asiático. No dia 21 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde divulgou seu primeiro boletim epidemiológico falando da doença, considerada, na época, de risco moderado após análises preliminares.

No dia 27 de janeiro já havia sido elevado para “risco iminente”; no dia seguinte para “alto” e em 30 de janeiro para “emergência internacional”. Com a doença se espalhando, o Brasil declarou emergência nacional em 3 de fevereiro, e repatriou no início do mês aqueles brasileiros que moravam em Wuhan.

Daí em diante a situação foi tomando uma escala global. Em 21 de fevereiro eram oito países em alerta por conta da doença. Três dias depois, o número subiu para 16, até que no dia 26 de fevereiro o Brasil confirmou seu primeiro caso, em São Paulo. A OMS declarou oficialmente se tratar de uma pandemia, com casos em diversos continentes, no dia 11 de março. E no dia seguinte, 12 de março, Santa Catarina registrou seus dois primeiros contaminados, um homem e uma mulher que foram diagnosticados com o vírus em Florianópolis, situação que levou a quarentena anunciada dias depois.

Diante deste cenário, a população foi obrigada a se adaptar a esse “novo normal”. A máscara facial se tornou a principal arma e o distanciamento social passou a ser regra, apesar das críticas quanto a interferência na liberdade individual. Enquanto isso, laboratórios corriam contra o tempo para o desenvolvimento de uma vacina eficaz a fim de mudar o rumo da história.  

Passados 365, no dia que este caderno é publicado, temos oficialmente 9.121 mortes em Santa Catarina, com mais de 746 mil catarinenses que enfrentaram a Covid-19. No Brasil, são mais de 11,6 milhões de casos confirmados e 282 mil falecimentos. Em todo o mundo, a doença atingiu mais de 120 milhões de pessoas.

O surgimento dos imunizantes trouxe alívio e esperança, mas a vacinação ainda caminha em passos lentos, carregada de incertezas sobre a chegada de doses e insumos e do surgimento de variantes. Um ano depois, infelizmente, o Brasil se vê quase no mesmo lugar, contando milhares de mortes diárias, em um ritmo, inclusive, mais acelerado, indicando que a batalha contra a Covid-19 deve se estender por 2021.

Nos próximos dias A Gazeta publicará as matérias de um caderno especial, onde serão abordados situações marcantes, com exemplos de pessoas, empresas e entidades que mudaram a sua rotina em virtude da pandemia. É um recorte do que ocorreu com todos nós. Tem sido um período de ressignificação, de dor, ansiedade, empatia e esperança. Uma época que marcará uma geração e será lembrada para sempre.

Acesse as matérias

Quem está na linha de frente encara estresse, tensão e avanço da pandemia;

Mudança de vida: em meio à pandemia, eles se tornaram pais;

Como o esporte foi afetado pela pandemia;

"E agora, Ceiça?": filha relata momentos antes da mãe morrer de Covid;

• "Tinha amigo meu que vendia equipamento para pagar o aluguel";

Novos desafios para a educação;

Ansiedade: Efeitos da pandemia podem gerar sensação de medo constante;

Os caminhos da fé em tempos de Covid-19.

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Capa do caderno especial publicado em 18 de março de 2020

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