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24/03/2020 11:25

SAÚDE EM ALERTA

Entenda o funcionamento e veja quantos respiradores artificiais tem no hospital

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Sagrada Família possui 20 kits respiratórios

São Bento do Sul

Conforme a assessoria de imprensa do Hospital e Maternidade Sagrada Família, a unidade mantém em atividade atualmente 20 kits respiratórios. Cada um deles é composto por monitor multiparâmetro e ventilador pulmonar mecânico. Desse total, 10 estão instalados nos leitos da UTI, 3 na urgência e emergência, 6 no centro cirúrgico e 1 na neonatologia.

Todos os equipamentos, conforme a disponibilidade dos demais atendimentos de urgência e emergência, poderão ser utilizados em pacientes infectados com o novo coronavírus (Covid-19). O Hospital também está preparado para transformar a sala de recuperação pós-anestésica do centro cirúrgico em uma UTI temporária. Havendo necessidade de implantação, a Secretaria Estadual da Saúde deverá repassar os kits respiratórios para atendimento aos 6 leitos a serem instalados.

Em um áudio que circulou nas redes sociais, neste fim de semana, o médio anestesiologista do hospital, Henrique Schlichting, contou que muitas pessoas têm questionado de que maneira podem contribuir com a saúde neste momento. Para o médico, comprar apenas respiradores, sem ter o devido plano de custeio e os insumos necessários, seria um gasto não estratégico. Essa cobrança, portanto, deve ser feita diretamente às autoridades públicas. “Eles precisam arcar com esse peso”, destaca.

Em entrevista para A Gazeta, na semana passada, o secretário de Saúde, Manuel Del Olmo, ressaltou que o momento é de alerta e de preocupação, pois citou como exemplo o fato de que na cidade existem poucos respiradores artificiais para atender a população. E em caso de proliferação do coronavírus e da evolução rápida dos casos, alguns pacientes podem precisar de atendimento e a rede pública não dará conta de atender a todos.

Outro ponto levantado por Del Olmo é que não existem disponíveis no mercado, em lugar nenhum do mundo, respiradores artificiais para serem vendidos à pronta entrega. Portanto, mesmo que exista recursos livres para isso, não há de quem comprar e as entregas também não seriam para o curto espaço de tempo. Por isso, a melhor forma de evitar o colapso do sistema de saúde – seja público ou mesmo particular – é fazendo com que as pessoas fiquem em suas residências, saindo o mínimo possível.

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