Política

04/09/2019 09:23

CASO LOIR DREVECK

Deputado do Paraná afirma que Gilberto Dranka é inocente de assassinato

MDB-PR / Divulgação

Anibelli Neto é amigo próximo da família Dranka

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br
Piên

Passados quase três anos do assassinato do prefeito eleito em Piên, Loir Dreveck, e do técnico em segurança do trabalho, Genésio Almeida, este morto por ter sido confundido com Loir, o clima na política pienense continua tenso. Na semana passada, uma grande discussão se originou em grupos de WhatsApp locais após o deputado estadual no Paraná, Anibelli Neto, afirmar que o ex-prefeito Gilberto Dranka, que é apontado pelas investigações como um dos principais suspeitos de ter encomendado a morte de Loir, é inocente.

“O que aconteceu foi uma injustiça com o Dranka pois deveriam achar um culpado mesmo que não fosse culpado. A justiça no final prevalecerá e o Dranka será inocentado”, escreveu o deputado, dedicando a mensagem de texto à irmã de Loir, Rosilda Dreveck. 

Em resposta às afirmações do deputado, que é amigo pessoal de Gilberto Dranka, a irmã do prefeito assassinado disse que para ela não foi nenhuma surpresa receber tal mensagem, alegando que Anibelli sequer ligou para a família Dreveck para oferecer ajuda após a morte de Loir. “Agora o acusado e a família, o senhor (deputado) apoiou desde o início e continua até hoje, e muito empenhado, pois ter o trabalho de vir a público defende-lo só demonstra o grau de amizade que os une. E para mim quem é amigo dessa pessoa não é meu amigo”, garantiu.

Gilberto Dranka já foi condenado em dois processos – um por ameaçar um servidor público munido de um revolver dentro da Prefeitura, e outro pelo desvio de R$ 309 mil de recursos públicos – e está em liberdade desde o ano passado. Ele ainda é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato do prefeito eleito em Piên em 2016, que nem chegou a assumir o mandato por ter sido friamente assassinado com três tiros na cabeça em frente a mulher e duas filhas, em dezembro daquele mesmo ano.

O ex-prefeito ainda responde pela morte do técnico em segurança do trabalho, Genésio de Almeida, assassinado por ter sido confundido com Loir. Mas Dranka e outros três réus no caso seguem soltos, vivendo normalmente, como se nada tivesse acontecido. A investigação até mostrou o que cada um ganharia com a morte de Loir.

A informação foi publicada na coluna Panorama Político desta quarta-feira (4).

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