Política

19/07/2021 11:15

DIVERSIDADE

Deputada aciona MP após trabalho LGBT em escola pública de Rio Negrinho

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Trabalho repercutiu no fim de semana

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

Rio Negrinho

No fim de semana a cidade novamente foi tema de inúmeras discussões em âmbito estadual e até pelo país, tudo por conta do trabalho realizado na escola municipal Henrique Liebl, no fim da semana passada, o qual foi taxado por muitos como um incentivo à homossexualidade. Além da revolta de muitos pais e da própria sociedade, deputados estaduais, como Ana Campagnolo (PSL), não economizaram nas críticas à direção da escola.

O gabinete da deputada estadual, inclusive, protocolou no início da tarde de sexta-feira (16) um requerimento encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC), questionando se medidas serão tomadas, quais serão elas e qual é o posicionamento do órgão quanto ao enfrentamento à agenda do ativismo que busca promover a sexualização de crianças e adolescentes, conforme mencionada por Campagnolo.

A unidade emitiu nota no mesmo dia, se desculpando e enfatizando que a atividade não tinha objetivo de impor a ideologia aos alunos. Em outra carta de esclarecimento publicada em rede social, o professor afirma que cada turma desenvolveu sua proposta de trabalho, e que o uso da temática LGBTQIA+ partiu dos próprios alunos, sendo estes da turma 9º ano 02. "Não houve nenhuma palavra de ordem ou algo explícito/inadequado ou proibido utilizado", esclarece.

A carta ainda ressalta que a divulgação não autorizada e descontextualizada do trabalho escolar, acompanhada de uma narrativa tendenciosa, incita a violência, preconceito e censura da temática. "Esta atividade teve como objetivo promover na escola um ambiente de respeito para que a diferença não seja tratada na óptica da exclusão, do desrespeito e da violência, visto que a escola é um ambiente de realidades diversas", completa.


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