Esportes

01/08/2022 13:42

INCLUSÃO

Deficiência visual não impede treinos de xadrez em São Bento do Sul

ZUCIANE PERES / A GAZETA

Técnico Eduardo Sperb treina Gilberto, Rogério e Sirlene

Zuciane Peres - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Na sala de jogos, Rogério Cavalheiro fala a jogada. “Bispo, Gustavo, sete”. Em seguida, Sirlene Ponikerski Rocha repete o comando, lendo o tabuleiro com as mãos. Ela desliza rapidamente os dedos entre peões, torres e cavalos até encontrar a peça. Pode parecer confuso para quem escuta de fora, mas esta é a forma dos deficientes visuais conseguirem jogar xadrez.

Toda sexta-feira, das 9 às 11h30, Sirlene, Rogério e Gilberto Waz se encontram no Centro de Treinamento de Xadrez da AXSBS/FMD. Lá, eles são treinados pelo técnico Eduardo Sperb. Para conseguirem mover as peças, eles têm as adaptações, sendo que em vez de um tabuleiro, são usados dois para que cada jogador reproduza no seu a jogada do adversário.

Além disso, em cada peça há pinos para que fiquem presas a pequenos buracos no tabuleiro, para não cair enquanto o enxadrista faz a leitura do jogo com as mãos. “Se um vai enfrentar o outro, cada um tem o seu tabuleiro próprio. Eles também jogam nos torneios com aqueles que eles chamam de "videntes", com pessoas que enxergam”, conta Sperb.

Competições
Sirlene e Gilberto estão há cinco anos jogando e até mesmo participando de competições nacionais. Em 2018, ela ficou em terceiro lugar feminino na Federação Brasileira de Xadrez para Deficientes Visuais.

Agora, eles se preparam para a terceira etapa da Copa Brasil de Xadrez, que acontecerá nesta quinta-feira (4), em Brasília. “O melhor do xadrez é que você vai a todos os lugares, conhece as pessoas e jogar com elas é muito bom”, garante Gilberto.

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