Segurança

21/12/2021 09:36

TRAGÉDIA NA BR-280

Defesa de motorista diz que bafômetro estava com calibragem desatualizada

DIVULGAÇÃO

Criança estava com a família em carro que foi atingido de frente

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

Rio Negrinho

Na manhã de segunda-feira (20) o juiz Marcus Alexsander Dexheimer converteu a prisão em flagrante do homem de iniciais E.M.M., 30 anos, em prisão preventiva. Ele dirigia o veículo Fiat Punto na BR-280, proximidades de acesso à Battisttella, em Rio Negrinho, na manhã de domingo (19). De acordo com o despacho do juiz, ele invadiu a contramão de direção e acertou de frente um Ford Ecosport.

O acidente causou o óbito de Alícia Bindemann Carini, de apenas 5 anos, e provocou lesões corporais em Luis Gustavo (41 anos), Michelle Bindemann (39) e em mais duas crianças, Gabriel (10) e Isabela (7), além de causar lesões nos ocupantes do próprio Fiat Punto.

O que disse a defesa
A defesa do condutor do Punto argumentou que o etilômetro, popular “bafômetro”, estava com sua calibragem desatualizada, e, com isso, o flagrante estaria descaracterizado. Outro pedido da defesa argumentou que o motorista tinha bons antecedentes, o que não justificaria a prisão preventiva. A Justiça, porém, não acatou os pedidos. No caso do etilômetro, segundo o processo judicial, um laudo comprova que o aparelho está de acordo com a legislação. “Nenhuma irregularidade, portanto”, afirmou o juiz.

Em silêncio
Ao ser interrogado, E. ficou em silêncio, uma garantia da lei. “Além da absoluta gravidade da conduta, E. ingeriu bebida alcoólica não somente antes de dirigir, mas antes de dirigir em uma rodovia federal durante a madrugada, ato que ceifou a vida de uma criança, causou lesões (graves ou gravíssimas) em mais duas crianças e dois adultos e, assim, destruiu ao menos uma família. Além disso, os próprios ocupantes do carro que ele dirigia foram lesionados”, aponta Dexheimer.

“Se o indivíduo é capaz de ingerir bebida alcoólica e dirigir em rodovia durante a madrugada, não será uma eventual suspensão do direito de dirigir que o inibirá de voltar a conduzir irresponsavelmente”, constata o magistrado, ao determinar a expedição do mandado de prisão.

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