Segurança

23/06/2022 09:49

CASO LOIR E GENÉSIO

Defesa contesta bilhetagem telefônica e balística durante Tribunal do Júri

ARQUIVO / JORNAL A GAZETA

Armas que foram apreendidas durante prisão dos acusados

Alexandre Carvalho - alexandre@gazetasbs.com.br

Região

Segue o júri popular sobre a morte do técnico de segurança, Genésio de Almeida, e do prefeito eleito de Piên em 2016, Loir Dreveck. No banco dos réus estão o ex-prefeito de Piên, Gilberto Dranka, e o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Leonides Maahs.

O terceiro réu é o mecânico Orvandir Pedrini, porém ele acompanha o julgamento pela internet, por medida de segurança devido à ameaças recebidas. O quarto réu é Amilton Padilha, apontado como o atirador, mas ele estava foragido desde 2020 e foi preso nesta quarta-feira (22). Agora, sua presença também foi solicitada por advogados no Fórum de Rio Negro.

Bilhetagem telefônica
No segundo dia, o depoimento que gerou discussões entre os advogados de defesa dos réus e os promotores foi o do perito criminal autônomo Leocadio Casanova, convocado pelos advogados de defesa do ex-prefeito Gilberto Dranka. Isso porque a defesa contestou algumas evidências e provas que encorpam a ação penal, como a bilhetagem telefônicas de conversas entre Orvandir e Gilberto momentos antes dos crimes.

A acusação afirma que Dranka estaria monitorando Loir para avisar o momento certo em que a emboscada criminosa teria de ser realizada, porém, a defesa do ex-prefeito contestou, afirmando que Dranka não atendeu aos telefonemas registrados na bilhetagem.

Balística
Duas armas aprendidas durante as diligências policiais também foram abertas e apresentadas pelos advogados de defesa de Gilberto Dranka. As armas são uma pistola calibre 380 e um revolver calibre 38.

Durante várias horas os advogados de defesa do ex-prefeito contestaram laudos periciais que constam nos autos, isso porque há controvérsia nos documentos. Um deles aponta que os projeteis apreendidos partiram da mesma arma, enquanto outro laudo aponta que não.

Durante várias horas os advogados envolvidos no caso discutiram sobre esses laudos, com a defesa adotando a estratégia de sempre contrariar evidências que constam nos autos.

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Discussões
A contestação das provas e evidências, como a bilhetagem telefônica e as armas aprendidas, gerou muita discussão entre os advogados que participam do julgamento. O advogado Cláudio Dalledone Junior, que faz a defesa de Gilberto Dranka, chegou a oferecer uma “maracujina” ao advogado de defesa de Amilton Padilha.

Ocorre que o advogado de Amilton tentou explicar algumas diferenças entre os laudos da perícia de balística. “Se acalme aí, que você terá o seu momento. Tome uma água aí, se você preferir eu posso pedir para lhe servirem uma maracujina”, alfinetou Dalledone.

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