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14/08/2020 12:07

COMBATE AO CORONAVÍRUS

Como estão as vacinas da Covid-19

DIVULGAÇÃO

São três importantes fases até que alguma vacina possa ser distribuída

Nacional

Pesquisadores ao redor do mundo estão trabalhando para criar um produto sonhado por quase todas as pessoas: a vacina contra a Covid-19. Em vários cantos do planeta, estão sendo desenvolvidas 166 vacinas para o coronavírus. O que todo mundo quer saber é quando uma delas vai ficar pronta para que todos possam finalmente deixar essa pandemia para trás.

Dessas 166, pelo menos 30 estão em fase de testes clínicos, ou seja, conduzidos em seres humanos. Entre estas 30, seis estão na última fase de testes, a fase três. Os dados são de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizado nesta semana.

Até o momento, Reino Unido, China, Estados Unidos e Alemanha são os países que chegaram à última etapa do desenvolvimento da vacina. Embora os estudos avancem em todo o planeta, ainda não há uma data para que a proteção contra o vírus seja realmente aprovada e então comercializada. Projeções otimistas falam num prazo de 12 a 18 meses, que já seria recorde. A vacina mais rápida já criada, a da caxumba, levou pelo menos quatro anos para ficar pronta.

Vacina russa

Apesar de não constar no relatório em fase avançada, a Rússia parece querer chegar na frente nessa corrida. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta semana que foi feito o registro que confirma a aprovação de uma vacina desenvolvida no país e que pretende começar a vacinação em massa, já no mês de outubro. O problema é que a vacina criada em Moscou só passou pela primeira fase de testes, em que é verificada a segurança, segundo a OMS.

As fases

Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos). O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo). A fase 3 é a última etapa e – em tese – é somente depois dela que o imunizante pode ou não ser licenciado e, por fim, liberado para a comercialização

  • Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;
  • Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
  • Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário

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