Geral

24/01/2019 09:30

TRANSPORTE

Chegada do aplicativo Uber a São Bento do Sul não é bem-vista pelos taxistas

Layra Olsen / Jornal A Gazeta

Para Eloi, São Bento do Sul não comporta o aplicativo

Layra Olsen - layra@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Desde 2014, quando o Uber estreou as atividades no país, motoristas, sindicatos e empresas de táxi começaram a sentir na pele a concorrência. Alguns, inclusive, chegaram a prever a extinção da categoria. A realidade constatada até o momento, no entanto, é de que a popularidade da ferramenta criou uma nova demanda, captando usuários que antes utilizavam apenas o transporte público ou o próprio veículo.

Em São Bento do Sul, a estreia do aplicativo não foi diferente dos grandes centros urbanos. Embora não tenham criado “alarde”, os taxistas não concordam com o modo de atuação do serviço de transporte. “Contente ninguém está. Nós pagamos alvará, luz, água e aluguel do ponto, além de outros impostos. O Uber é um processo muito simples, não tem despesas”, afirma um motorista que atua em um ponto na área central e que pediu para não ser identificado.

O colega, Eloi Thomaz dos Santos, compartilha da mesma opinião. “Sou aposentado e tenho o táxi como uma renda extra. Se for para ter isso como uma renda principal, para sustentar uma família, não dá. O Uber cobra menos, tem que dar uma porcentagem da corrida para o aplicativo, gasta com gasolina, pneu, manutenção do carro. A nossa cidade não comporta. Os motoristas não vão aguentar”, afirma.

Confira a opinião de mais taxistas no jornal impresso desta quinta-feira (24).

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