Política

19/09/2019 07:17

CONCUSSÃO E COAÇÃO

Caso do vereador César Godoy iniciou a partir de conversas no WhatsApp

Arquivo / Jornal A Gazeta

Delegado Muniz Siqueira, responsável pela investigação do DIC

Elvis Lozeiko - elvis@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Os autos do processo a que responde o vereador César Godoy (PSB) já somam mais de 400 páginas. Preso há quase um mês no Presídio Regional de Mafra, ele foi denunciado por concussão, corrupção passiva e coação no curso do processo. Ele já teve o pedido de liberdade provisória negado pela Justiça em diferentes ocasiões. Assim como fez na edição de sábado (14), quando publicou informações sobre o "caso Márcio Dreveck", A Gazeta passa a publicar, a partir de quinta-feira (19), detalhes do "caso Godoy".

As investigações iniciaram quando a Divisão de Investigação Criminal (DIC), órgão da Polícia Civil de São Bento do Sul, ficou sabendo do teor de uma conversa em um grupo de WhatsApp denominado "RENOVAÇÃO PSB". Nesta, participantes comentam sobre a exigência de Godoy quanto a "doações" por parte de detentores de cargos comissionados, inclusive de alguns indicados por ele.

Conforme o delegado Gustavo Muniz Siqueira, da DIC, a busca e apreensão na Câmara de Vereadores, em 6 de agosto, teve como principal objetivo a apreensão do telefone celular do então assessor parlamentar de Godoy, Leonardo Rosá Flenik, que seria o responsável por recolher as "contribuições".

"Conforme análise preliminar do conteúdo do aparelho, há farto conteúdo probatório acerca das condutas delitivas investigadas. Até mesmo uma lista com nomes a serem cobrados é tratada entre Leonardo e Godoy, bem como `prestação de contas´ do primeiro para o segundo, em outra lista com valores entregues ao vereador. Cabe importante destaque, de antemão, com relação à veemência e ferocidade com que o vereador determina o recolhimento dos valores", expôs o delegado ao entrar com o pedido de prisão preventiva de Godoy.

Segundo Muniz Siqueira, as cobranças eram feitas em nome de dois partidos, sendo o PSB, atual partido do vereador, além do DEM, sigla para qual o vereador pretendia se filiar. "Alguns dos comissionados foram ouvidos e as exigências ilícitas se confirmaram", acrescentou o delegado.

Próximos dias

Ao longo dos próximos dias A Gazeta divulga reportagens contendo trechos dos depoimentos prestados por todas as testemunhas à Polícia Civil. A primeira parte trata sobre a prisão do vereador e a matéria pode ser lida na íntegra no jornal impresso desta quinta-feira (19). Você também pode assistir, na íntegra,  o depoimento do vereador.

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