Geral

03/07/2020 09:19

PÓS-CICLONE

Busca intensa por materiais de construção desabastece lojas na região

DIVULGAÇÃO

Na Construtelhas, uma fila se formou já na tarde de terça-feira (30)

Christian Hacke - christian@gazetasbs.com.br

Região

Logo após o ciclone bomba passar pela região, na terça-feira (30), a correria por materiais de conserto dos imóveis afetados foi enorme nos estabelecimentos. Itens como o telhas, lonas, chapas de eternit, pregos e madeiras chegaram a faltar em várias casas de comércio. Como o estrago do ciclone foi sentido em grande parte do Estado, a reposição desses materiais nas lojas pode demorar até duas semanas.

Na Lanal Beira Rio, em São Bento do Sul, a procura foi grande já no final da tarde de terça-feira. "Houve grande procura de materiais como telhas de cerâmica e de fibrocimento. De fato houve falta desses materiais, até porque já vinha tendo problemas de entregas por conta da diminuição de produção. Acredito que deve ser por conta da pandemia, principalmente telhas de fibrocimento", informou o setor comercial da empresa.

Oberdan de Lima, da Naderama Madeiras e Elétrica, em Serra Alta, conta que a empresa recebeu uma grande carga de telhas de cimento ainda na terça-feira, antes do ciclone. "Aconteceu aquela catástrofe e ontem tínhamos um tanto em estoque, fora essa grande quantidade que veio, mas vendemos tudo na parte da manhã. Hoje (quinta-feira, dia 2) sobrou só alguns tamanhos. A procura em itens de reparo, principalmente na parte de telhado, foi muito grande", comentou.

Movimento histórico
Ricardo Schwalbe, da WS Telhas, no bairro Centenário, conta que a empresa também sofreu com prejuízos. "Arrancou algumas telhas, mas nada sério. A procura já começou na terça à tarde e na quarta (ontem) a gente teve talvez o maior movimento da história da loja", ressaltou. Conforme Schwalbe, o estoque de telhas, goivas, meia-telha e chapas de eternit quase esgotou. "O que tinha de estoque praticamente foi tudo", falou. 

Leonardo Crestani, da Construtelhas, em Rio Negrinho, conta que nunca viu nada igual ao ocorrido desta semana. "Foi uma coisa fora do normal dos últimos anos. Em toda experiência que tenho em 20 anos, nunca vi isso. Vários materiais estão em falta, deve demorar uns 10 dias pra normalizar. Como foi meio geral, as fábricas, por conta da pandemia, estavam com redução de produção e pessoal. Isso prejudica o abastecimento também", citou.

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