Geral

04/11/2019 10:00

SAÚDE

Até outubro foram 14 mil ausências em consultas agendadas em São Bento

Layra Olsen / Jornal A Gazeta

Conforme Etiane, faltas causam desperdício de tempo e dinheiro

Layra Olsen - layra@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Em 2018, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, mais de 17 mil pessoas faltaram em consultas básicas agendadas via Secretaria de Saúde nas unidades espalhadas pelos bairros, no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), no Centro de Atendimento Terapêutico (CAT), no Centro de Especialidades, em laboratórios e no Hospital e Maternidade Sagrada Família. O número corresponde a 9,71% de absenteísmo. No total, foram atendidas 170.070 pacientes.

Já neste ano, até 21 de outubro, o poder público atendeu 145.927 usuários. Dos 155.767 agendamentos, além dos 4.498 encaixes, constatou-se, por enquanto, mais de 14 mil faltantes. O número, segundo a diretora do departamento de Atenção à Saúde, Etiane Linzmeyer, é alto. “Temos que considerar que o ano ainda não acabou”, salienta.

Ela explica que este panorama também compreende aqueles que chegam atrasados às consultas. “No agendamento, o usuário é orientado a chegar 15 minutos antes. Ele tem que se programar, considerar que pode haver fila na recepção”, comenta.

Quando o paciente não comparece a uma consulta ou exame, além de trazer prejuízos para a própria saúde, implica em despesas desnecessárias para o poder público e, acima de tudo, afeta o próximo. “O profissional fica ocioso. Se a pessoa avisasse, ele poderia atender outros pacientes. O mesmo ocorre com as especialidades e exames. Há danos, principalmente se o teste ocorre fora do domicílio. Temos que averiguar transporte e o paciente não aparece. Uma topique que poderia ir cheia, vai pela metade. Além de que tira a vaga de alguém”, ressalta.

Confira mais detalhes sobre os atendimentos no jornal impresso desse fim de semana (2 e 3).

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