Segurança

08/10/2020 09:36

ERRO DE PONTARIA

Acusado por tentativa de homicídio em 2018 no Alpestre vai a Júri Popular

ELVIS LOZEIKO / JORNAL A GAZETA / ARQUIVO

Tribunal se reúne nesta sexta-feira (9), na Comarca de São Bento do Sul

Da redação - editoria@gazetasbs.com.br

São Bento do Sul

Josinei de Lima dos Santos, o “Negão”, será julgado nesta sexta-feira (9), a partir das 9 horas, pelo Tribunal do Júri da Comarca de São Bento do Sul. A acusação do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC) aponta que, na noite de 4 de outubro de 2018, uma quinta-feira, ele e mais dois homens foram até a casa de L. S., no Loteamento Alpestre, com a intenção de matá-lo. Os dois comparsas não foram identificados até hoje.

Após ameaçar L., Negão sacou o revólver que trazia consigo e efetuou quatro disparos, acertando somente um, no antebraço esquerdo da vítima, segundo a denúncia. De acordo com o MPSC, L. só não foi morto “por erro de pontaria” e a tentativa de homicídio ocorreu por motivo torpe e dificultando a defesa da vítima.

Após oferecer denúncia contra o acusado, o MPSC e a Polícia Civil solicitaram a prisão preventiva dele, acatada pela Justiça. Durante o andamento do processo, Negão ficou em silêncio, um direito garantido pela Constituição. A defesa do acusado argumenta que “não há prova suficiente” para condená-lo, porque “a vítima se contradisse em seu relato” e que os policiais civis não encontraram projéteis no local dos fatos. 

"Sem sombra de dúvidas"

Ao determinar o julgamento, a juíza Giovana Maria Caron Bósio Machado afirmou, contudo, que uma testemunha sigilosa “disse de forma firme e coerente” que Negão foi o autor dos disparos. O acusado, de acordo com a testemunha, inclusive tentou efetuar mais disparos pelas costas da vítima, mas as munições haviam acabado.

Para encaminhar o acusado ao Tribunal do Júri, a juíza entendeu que há indícios suficientes de autoria de crime doloso contra a vida, com base no Boletim de Ocorrência registrado, em depoimentos, em laudo pericial e em interrogatório. A testemunha sigilosa afirmou, por fim, que “sem sombra de dúvidas” Negão foi quem tentou matar L., e que “muita gente na comunidade tem medo do denunciado e que ele inclusive é tratado como ‘autoridade local’, por envolvimento com outros crimes”.

Veja o depoimento da vítima e dos policiais no jornal impresso desta quinta-feira (8).

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